num roda-mundo
que cilada
luz apagou
luz apagada
e tão bem quisto
é o fim da estrada
mas essa estrada
não é mundo
eu te ouvi
por um segundo
em meio a mim
e alguns papéis
em meio ao meio
que é inteiro
em meio à esquina
vagabundo
esse olhar
tão moribundo
profundidade
de prazer
queria tanto
ser mais forte
queria tento
esse querer
além o porém
existe
é quase vida
quase sorte
também um pouquinho
de morte
alguma morte
quase triste
num roda-mundo
que parada
o mundo gere
diz, insere
e tão vermelha
é a chegada
mas a chegada
não é mundo
eu passeei
sobre o teu tempo
no chão batido
da calçada
eu percorri
toda essa estrada
mas essa estrada
não é mundo
eu me perdi,
olho profundo,
por te perder
por um segundo
gira mundo
gira-mundo
ponta de estrada
que insiste
e essa vida
que resiste
àlguma sorte
quase triste
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
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