quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Construtivismo do sentido

João, aos cinco anos, reclama de uma dor de dente que havia sentido.

Aos dezesseis, relembra uma paixão infantil que havia sentido.

Aos dezoito, aprende na auto escola que uma via pode ter dois sentidos.

Aos dezenove, no exército: sentido!

Aos vinte e três, fica muito sentido por mais uma relação terminada em sua vida.

Hoje, aos quarenta, João se pergunta, após perder os sentidos, se sua vida, outrora tão dinâmica, ainda tem sentido.

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