sábado, 5 de julho de 2008

volvida

cheirei palavras
materializadas
pelo bater de olhos
sobre as coisas
no caminho
moinho
de volta

entre bolinhas pretas
de assoalho
e rebite
de chapa de alumínio,
gases carbônicos
de desconhecimento

a métrica é não
ter

tri
ca
o
flu
xo
é
o
desfluxo do alento

sono meu se perde
multidão
de reflexos
amorfos
reflexões
subterrâneas
luzes
subalternas

sobrealternadas

livros
parados
nas estantes
sem leitura

mas tem face
e
tem
tra
ços
e gestos talvez

coisa que in-forma
e
se
vai
até
a
pró
xi
ma
estação de desejos

vidas se
abrem

portas
se
fecham

portas
se abrem...

onde estão
as
vidas?

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